Desde 1º de outubro de 2026, a cobertura obrigatória da elastografia hepática ultrassônica foi ampliada para pacientes diagnosticados com colangite biliar primária que apresentem suspeita ou diagnóstico de fibrose ou cirrose hepática.
A mudança foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e incorporada à Diretriz de Utilização nº 119. Com isso, pacientes que atendam aos critérios não devem receber uma negativa baseada apenas na ausência de cobertura do exame.
Em resumo: pacientes com colangite biliar primária possuem cobertura obrigatória da elastografia hepática ultrassônica quando houver suspeita ou diagnóstico de fibrose ou cirrose e forem preenchidos os critérios da DUT nº 119.
O que é colangite biliar primária?
A colangite biliar primária é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente os pequenos canais responsáveis pelo transporte da bile dentro do fígado.
Com o passar do tempo, a inflamação e a lesão desses canais podem prejudicar o funcionamento do órgão e provocar o desenvolvimento de fibrose. Em quadros mais avançados, a doença pode evoluir para cirrose.
O acompanhamento médico regular é importante para avaliar a progressão da doença, a resposta ao tratamento e a existência de possíveis complicações.
Para que serve a elastografia hepática?
A elastografia hepática é um exame utilizado para avaliar a rigidez do fígado. Essa informação ajuda a identificar e acompanhar alterações compatíveis com fibrose ou cirrose.
O procedimento pode ser realizado por técnica ultrassônica e, em muitos casos, permite uma avaliação não invasiva do tecido hepático.
O resultado deve ser interpretado pelo médico juntamente com exames laboratoriais, ultrassonografia, histórico clínico e demais informações do paciente.
Quando o plano deve cobrir o exame?
Conforme a atualização promovida pela ANS, a cobertura obrigatória alcança pacientes que apresentem:
- diagnóstico de colangite biliar primária;
- suspeita de fibrose ou cirrose hepática; ou
- diagnóstico já estabelecido de fibrose ou cirrose.
O pedido médico deve demonstrar o diagnóstico e explicar a finalidade clínica do exame, especialmente se ele for necessário para avaliar o estágio da doença ou acompanhar sua evolução.
Todo paciente com alteração no fígado possui cobertura?
A atualização possui uma indicação específica relacionada à colangite biliar primária. Portanto, não significa que qualquer alteração hepática autorize automaticamente a cobertura pela mesma diretriz.
Nos pacientes com outras doenças do fígado, é necessário verificar se existe outra previsão no Rol da ANS, qual modalidade de elastografia foi solicitada e quais critérios estão relacionados ao diagnóstico apresentado.
Atenção: o pedido deve identificar corretamente o diagnóstico, o tipo de elastografia solicitado e a finalidade do exame. Um pedido genérico pode provocar exigências ou atrasar a autorização.
Quais documentos devem ser apresentados?
Para solicitar a autorização, é recomendável reunir:
- pedido médico atualizado;
- relatório com o diagnóstico de colangite biliar primária;
- exames laboratoriais relacionados à função hepática;
- ultrassonografias e outros exames anteriores;
- informações sobre suspeita ou diagnóstico de fibrose ou cirrose;
- carteirinha e contrato do plano;
- protocolos da solicitação.
O que fazer se o exame for negado?
O paciente deve solicitar a negativa formal, com a indicação do fundamento contratual ou regulatório utilizado pela operadora.
Se a recusa alegar ausência no Rol ou falta de preenchimento da Diretriz de Utilização, será necessário comparar a justificativa do plano com o relatório médico e os critérios da DUT nº 119.
Também é possível complementar a documentação, registrar uma reclamação nos canais da ANS e buscar orientação jurídica quando a negativa permanecer ou comprometer o acompanhamento da doença.
Perguntas frequentes
A elastografia substitui a biópsia do fígado?
Não necessariamente. A elastografia é uma ferramenta não invasiva para avaliar a rigidez hepática, mas a necessidade de biópsia ou de outros exames deverá ser definida pelo médico conforme o caso.
A cobertura inclui qualquer modalidade de elastografia?
O pedido precisa identificar a modalidade solicitada. A atualização mencionada pela ANS trata especificamente da elastografia hepática ultrassônica, conforme os critérios da DUT nº 119.
O plano pode exigir relatório médico?
A operadora pode solicitar os documentos necessários para verificar o preenchimento da diretriz. Entretanto, não deve criar exigências desproporcionais ou manter o pedido indefinidamente sem resposta conclusiva.
O plano negou a elastografia hepática?
O Dr. Lucas Vitorino poderá analisar o pedido médico, os critérios da DUT nº 119 e o motivo apresentado pela operadora.
WhatsApp: (11) 98388-5077





