A estimulação cerebral profunda, conhecida pela sigla DBS, é um procedimento cirúrgico que utiliza eletrodos implantados em regiões específicas do cérebro para auxiliar no controle de determinados sintomas neurológicos.
O tratamento pode ser indicado para pacientes com doença de Parkinson, distonia e outras condições selecionadas, especialmente quando os medicamentos não proporcionam controle adequado dos sintomas.
Em resumo: a estimulação cerebral profunda integra o Rol da ANS e possui Diretriz de Utilização. Quando os critérios forem preenchidos, o plano com cobertura hospitalar deve autorizar o procedimento e os materiais indispensáveis.
Como funciona a cirurgia DBS?
Durante o procedimento, eletrodos são posicionados no cérebro e conectados a um gerador de impulsos, geralmente implantado abaixo da pele na região do tórax.
O sistema envia estímulos elétricos que ajudam a modular os circuitos cerebrais relacionados aos sintomas da doença. A indicação deve ser realizada por equipe médica especializada após avaliação clínica completa.
Quando o plano deve cobrir?
A regulamentação da ANS prevê a estimulação cerebral profunda com Diretriz de Utilização. Entre as situações contempladas estão determinados casos de doença de Parkinson refratária ao tratamento medicamentoso e distonia primária.
A cobertura depende da segmentação contratada, da indicação médica e do enquadramento nos critérios técnicos vigentes.
Os eletrodos e o gerador também devem ser fornecidos?
Quando a cirurgia está coberta, os eletrodos, o gerador e os materiais diretamente ligados ao ato cirúrgico devem ser analisados como partes essenciais do tratamento.
A operadora pode avaliar as características técnicas dos materiais e a existência de alternativas equivalentes, mas não deve autorizar a cirurgia e negar os componentes necessários à sua realização.
Quais documentos devem ser apresentados?
- prescrição do neurologista ou neurocirurgião;
- relatório médico com diagnóstico e histórico clínico;
- descrição dos medicamentos e tratamentos já utilizados;
- justificativa para realização da cirurgia;
- exames que demonstrem a condição do paciente;
- relação dos materiais necessários;
- negativa do plano por escrito, caso exista.
O que fazer se o plano negar?
Primeiramente, o paciente deve solicitar a justificativa formal da operadora. É importante verificar se a recusa ocorreu por falta de documento, ausência de enquadramento na diretriz ou questionamento relacionado aos materiais.
Quando a indicação está fundamentada e a demora pode provocar agravamento do quadro, poderá ser avaliada uma ação judicial com pedido de tutela de urgência.
O plano negou a cirurgia DBS ou algum material necessário?
O Dr. Lucas Vitorino poderá analisar a indicação médica, a Diretriz de Utilização e a justificativa da operadora.
WhatsApp: (11) 98388-5077





