A ablação tumoral por radiofrequência ou micro-ondas é uma técnica empregada no tratamento de determinadas lesões, especialmente quando existe indicação de uma abordagem localizada e menos invasiva.
Durante o procedimento, uma agulha ou sonda é posicionada na região do tumor, geralmente com auxílio de ultrassonografia ou tomografia. A energia aplicada produz calor controlado para destruir as células tratadas.
Em resumo: o Rol da ANS contém hipóteses específicas de cobertura para ablação por radiofrequência ou micro-ondas. Um exemplo é o tratamento de determinadas metástases hepáticas decorrentes de câncer colorretal, quando preenchidos os critérios da Diretriz de Utilização.
Quando a ablação pode ser indicada?
A indicação depende da origem do tumor, da localização, do número e do tamanho das lesões, da possibilidade de cirurgia e do estado geral do paciente.
O procedimento pode ser considerado pela equipe médica em situações nas quais uma abordagem localizada apresente benefício clínico, inclusive como parte de uma estratégia multidisciplinar de tratamento.
A cobertura é automática?
Não em todas as situações. A regulamentação prevê procedimentos específicos e, em algumas hipóteses, exige o cumprimento de uma Diretriz de Utilização.
Por isso, é necessário conferir:
- qual é o diagnóstico do paciente;
- qual modalidade de ablação foi prescrita;
- qual órgão ou lesão será tratado;
- se os critérios da DUT foram preenchidos;
- qual é a segmentação assistencial do contrato.
Mesmo quando o caso não se encaixa literalmente na hipótese administrativa indicada pelo plano, a negativa pode exigir análise jurídica, especialmente diante de evidências científicas, indicação médica fundamentada e inexistência de alternativa adequada.
A operadora pode escolher outro tratamento?
A operadora pode realizar auditoria e solicitar informações complementares, mas não deve substituir arbitrariamente a conduta do médico que acompanha o paciente.
Se o plano recomendar uma cirurgia ou outro procedimento, o médico assistente deve explicar por que a alternativa não apresenta a mesma indicação, segurança ou benefício no caso concreto.
Documentos importantes
Para avaliar a negativa, é recomendável reunir:
- relatório do oncologista ou cirurgião;
- exames de imagem;
- laudo anatomopatológico, quando existente;
- descrição da técnica solicitada;
- orçamento e indicação do hospital;
- negativa formal do plano de saúde.
Em tratamentos oncológicos, o tempo pode ter influência direta na evolução da doença. Por isso, a documentação deve indicar claramente eventual urgência.
Teve a ablação por radiofrequência ou micro-ondas negada?
O Dr. Lucas Vitorino poderá analisar a prescrição, os critérios da ANS e os fundamentos utilizados pelo plano de saúde.
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